terça-feira, 14 de abril de 2009

CRUZEIRO DO TELÉGRAFO - EM 13/04/09.


O ESTUDO DESTE TEXTO FOI FEITO NA PRIMEIRA AVALIAÇÃO DE PORTUGUÊS.


O CRUZEIRO DO TELÉGRAFO.

Entre outros bairros, o Telégrafo Sem fio tem também o seu cruzeiro, localizado na Rua Curuçá, em frente ao Grupo Escolar Princesa Izabel.
Conta-nos Luís Figueiredo, antigo morador do bairro, que certa vez o Sr. José, residente na mesma rua do cruzeiro, voltava para sua casa cerca de 23:30 h. vinha de seu emprego, onde fizera alguma horas extras. Pensando nos cruzeirinhos a mais a receber, cantarolava uma canção.
Ao aproximar-se de sua casa. Avistou um vulto perto do cruzeiro. Como na época ladrões andavam pelas imediações, José resolveu verificar o que o indivíduo fazia ali, já próximo ao meio da noite. Ao chegar perto, notou o traje diferente: batina. Despreocupado, avançou para saudar o sacerdote. Porém, ao aproximar-se mais ainda, não quis acreditar no que seus olhos viam. Esfregou-os. Olho de novo. Continuava a ver a mesma coisa. Calafrios. Suores.
____ Meu deus não é possível! E, dizendo isto, José mais uma vez esfregou os olhos e olhou. No relógio, meia-noite!
De pé junto ao cruzeiro, estava o Sacerdote, batina negra, e neste instante ajoelhava-se. Apenas – e muito simplesmente – o padre não tinha cabeça. Lá estava seu pescoço e no lugar da cabeça, o vácuo.
José não teve mais dúvida: saiu em desabalada carreira, meteu o pé na porta de sua casa, colocando-a abaixo.
Aos seus familiares narrou o fato, justificando o gesto pelo pavor que o acometera.
A história correu o bairro. Muitos começaram a falar medrosamente do padre-sem-cabeça que aparecia no Cruzeiro do Telégrafo. E o Cruzeiro ganhou fama de mal-assombrado.

( Walcyr Monteiro )

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